Key segue a mesma fórmula de outros trabalhos, mas não deixa de entregar uma das melhores farofas do ano
O primeiro comeback que vou comentar aqui ter sido de alguém tão incrível quanto o Key me deixa esperançosa para o que essa comeback season nos guarda.
Key segue a mesma pegada retrô que ele entregou em seu último trabalho solo, Killer – um dos maiores feitos dele e de qualquer solo por aí -, mas dá um toque a mais em Good & Great do jeito que só ele sabe fazer.
O desenrolar da música até chegar no refrão (e principalmente após) te surpreende bastante. Você pode jurar que não vai ter nenhuma surpresa enquanto escuta, mas a forma como ele brinca com a própria voz e traz mudanças sutis no instrumental é o que mais te prende ao escutar a canção.
O único erro do Key aqui foi ter deixado as piores partes para as que são mais importantes. Já no pré-refrão, a batida vai ficando um pouco mais preguiçosa, e quando corta pro próprio refrão, se torna o melhor que a música pode te oferecer – o problema é que ele não vai seguindo o mesmo raciocínio e volta pra mesma batida genérica de antes.
No MV, o integrante do SHINee incorpora o funcionário do mês e exalta o quanto ama seu trabalho. Os clipes bem produzidos são sempre um ponto alto nos solos dele, e esse aqui não é exceção. Só não entendi a parte que ele exalta trabalhar sendo artista de uma empresa como a SM.
No mais, Good & Great é realmente boa, até mesmo ótima, e ainda é um dos melhores trabalhos solos desse ano, assim como o Key continua sendo um dos maiores (e desvalorizados) solistas da indústria.


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